Patilhando saberes

As inteligências, quando se articulam e interagem, criam sinergia e exponencializam a nossa inteligência individual. Eu passo a incorporar em mim a inteligencia dos demais que interagem comigo.
Um pensamento individual é um só pensamento. Um pensamento compartilhado...é um pensamento sinergético. E o pensamento sinergético faz a nossa consciencia abrir-se em olhares infinitos, dimensões e compreensões infinitas. É como se tivéssemos mil olhos, mil sensores e mil estados de consciência.
Queremos ter a oportunidade de compreender o que isso significa. Digam-nos! Nos deêm a oportunidade de nos ver com teus olhos e aprender, contigo, sobre nós.

Silva,2006, p. 37



segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A importancia da roda da conversa diária

A IMPORTÂNCIA DA RODA DA CONVERSA DIÁRIA
“A roda da conversa parece um momento simples e informal, mas em se tratando de crianças torna-se uma atividade fundamental. Como qualquer outra atividade que faça parte de um trabalho pedagógico com intencionalidade educativa a roda da conversa requer planejamento. Ela não pode ser realizada simplesmente de forma intuitiva, sem compromisso, sob o risco de fazermos desse momento um ato mecânico, sem maiores significados para as crianças. Quando isso acontece, elas ficam impacientes e irrequietas com a obrigação de esperar todos falarem. Por outro lado, em circunstâncias particulares de interação em grupo, principalmente na presença de um adulto interessado as crianças são capazes de construir conhecimentos mais abstratos”. Regina Scarpa
A oralidade e a escrita são duas realizações da língua que embora formadas por materialidades distintas – a oralidade por matéria sonora e a escrita por matéria gráfica – constituem-se mutuamente no e pelo funcionamento da linguagem interrelacionando-se.
As  intervenções do professor alimentam o diálogo: a criança não é silenciada e sim ouvida. O diálogo evidencia o papel construtivo da fala do professor na fala da criança, sinalizando sua função de mediador e interprete. Ele a escuta e a partir de suas falas ressignifica, valorizando-as.
É possível notar que pedaços de textos familiares comparecem na narrativa da criança: fragmentos provenientes da história infantil recontada que se entrelaçam com outros textos.
Sendo assim, sustentada em histórias já ouvidas e/ou lidas como sugerem seus fragmentos constitutivos, emerge um novo texto na fala da criança. Ficando comprovado que o contato com vários textos (orais e escrito), possibilita a ampliação do repertório da criança, assim como daquele que a escuta, podendo ser visível em suas falas e escritas. E que o diálogo, que como um texto, não deve ser esquecido no dia-a-dia da sala de aula. Conversar, cantar, ler, debater, apresentar, argumentar com a criança e para ela são atividades que não devem ser desvalorizadas, seu repertório deve ser sempre ampliado, pois quanto mais contato tiver com textos lidos e ouvidos, maior será seu conhecimento de mundo.
É na comunicação que, ao compartilharmos nossas interpretações sobre o mundo, criamos um código que orienta as relações entre as pessoas. Cabe destacar que essas interpretações se constroem a partir das experiências vividas pelos indivíduos e da situação em que se dá a comunicação. Ao longo dos anos, muitos estudiosos de diferentes áreas do conhecimento vêm se dedicando ao fenômeno da linguagem. Deste modo, é importante que pensemos um pouco sobre como se dá os processos que contribuem para que as crianças se apropriem da língua e quais são as oportunidades que podemos criar na escola para que ela seja um espaço do uso e do contato com diferentes linguagens produzidas historicamente. Podemos dizer que a linguagem se constitui nas relações sociais, nas interações entre as pessoas.
Para Vygotsky, a linguagem carrega em si os conceitos elaborados pela cultura e, ao mesmo tempo, é o meio para a transmissão dessa cultura, daí sua importância. Deste modo, a linguagem é a mediadora entre a pessoa e o mundo. É o meio pelo qual o indivíduo se relaciona com o mundo exterior e, ao mesmo tempo, com seu próprio mundo.
Sentar em roda é uma boa estratégia para socializar experiências e conhecimentos, pois favorece a troca entre os alunos.
Para aprenderem, é preciso que percebam sentido nas atividades, pois assim haverá maior envolvimento. Nesse processo é necessário que os alunos possam:
- Explicar os procedimentos pessoais que utilizaram para a solução de um problema, a organização de um número, a representação d deslocamento de uma pessoa objeto no espaço, etc.
- Saber ouvir argumentação de um colega e as explicações do professor;
- Saber questionar a opinião dos colegas e do professor para manter ou não a sua opinião.

Referência:
BOSCO, Zelma R. “No jogo dos significantes, a infância da letra”. Campinas: Pontes, 2002.
DE LEMOS, C. T. “Língua e discurso na teorização sobre a aquisição de linguagem”. Letras de Hoje, Porto Alegre: PUC – RS, 1995.
VYGOTSKY, L. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

Formação Continuada para as séries finais do Ensino Fundamental I
ATP Francismaire Painado – atpfran@hotmail.com
ATP Fábio Proença – atpfabioproenca@yahoo.com.br

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